sábado, 15 de maio de 2010

vitória 1 x 1 mengão (a chronicle)

quando o rogério lourenço falou que ia apostar no toró, não era bem nisso que a gente estava pensando.
o volante rubro-negro voltou ao time, sim, quem é vivo sempre aparece. mas o toró que marcou a peleja da noite de sábado foi o aguaceiro que inundou o barradão.
jogavam o clube de regatas do flamengo e o vitória da bahia em salvador. partida válida pela segunda rodada do brazileiro-2010.
nosso time estava irreconhecível em campo quando foi apitado o início do espectaculo. e não era nem por conta do uniforme aurianil. estávamos irreconhecíveis por marcar sob pressão, adiantar a linha média para dentro do campo vitoriano e engasgar o time anfitrião em seu próprio domínio. parecíamos mais o universidad de chile. um minutinho de jogo e adriano já estava caindo pela canhota e batendo a gol. três minutos e adriano centrou para a área, onde vagner love achou o gol - metendo a pançola.
estava tudo diferente no mengão. a começar pela escalação. bruno zousa no gol, e ainda usando a brazadeira de capitão, david e angelim na zaga, leo moura na direita, juan maldonado na esquerda, toró como primeiro homem de meio-campo, williams e kleberson compondo o meio, michael de armandinho, adriano imperador e vagner love na frente... como se percebe, as convicções não são o forte do treinador rogério.
nada de romulo como terceiro beque, nada de maldonado no meio. com o retorno de toró, o time pode até ter ganho velocidade de marcação, mas kleberson e williams se revelaram (mais uma vez) precários na saída de bola. michael não merece mais que esta frase aqui. e o time só ganhou articulação em meados da segunda etapa, com a entrada de petkovic.
infelizmente, quando pets entrou, futebol já não mais se practicava no barradão. ele até esticou duas ou três boas bolas para adriano. mas o imperador já não se aguentava mais no campo pesado. a chuva, que apertara aos quinze do primeiro tempo, já tinha promovido um verdadeiro charco à altura do segundo tempo. e o mengo, antes mesmo de a chuva apertar, já tinha desistido daquele abafa dos primeiros minutos. aliás, o time estava mesmo é fechadão em sua área quando o vitória partiu pra cima no início da segunda metade de jogo. o gol dos camaradas me parecia certo, tamanho era o sufoco aplicado.
e vale aqui um detalhe cabuloso: o vitória estava sem seis (seis!) cabras de seu time titular, que havia perdido para o atlético goianiense na quarta-feira...
neto berola, irrequieto, saiu exausto da batalha acquatica. foi quando pensei que até poderíamos nos safar com o 1 x 0. mas, que nada, o castigo veio aos quarenta minutos. cobranza de falta. zousa chegou na bola mas não teve firmeza na mão de moça para rebatê-la. o empate foi justo.
não é nada, não é nada, já perdemos quatro pontos em seis disputados.